Pesca da Tainha: Inicio amistoso entre pescadores e surfistas

No dia 1º de maio teve início a tradicional temporada de pesca da tainha em SC. Diferentemente, e vindo numa crescente nos últimos anos, a amistosidade e o entendimento vem, gradativamente, crescendo entre pescadores e surfistas

Após décadas, o entendimento parece maior nesta temporada. Foto: Mamoel Rene.

Tal qual vem ocorrendo todos os anos, em algumas cidades litorâneas, uma reunião acontece entre representantes dos pescadores e dos surfistas. Em algumas delas, a tensão ainda se mantém presente no ar. O respeito a tradição da pesca acaba batendo de frente com a constitucionalidade do direito de ir e vir em um local essencialmente público, como são as praias.

No fim, por mais rigorosa – ou não – que a perduração desta tradição seja em algumas praias, o que se nota é um entendimento maior na proporcionalidade em que surfistas e pescadores acabam se unindo para o bem dos dois.

Em Imbituba, praia d’Água liberada, praia da Vila com sistema de bandeiras que já funcionou este ano

A refugiada praia d’Água, em Imbituba, liberada durante a temporada da taínha, continua sendo o destino mais certo de muitos surfistas nesta época. A praia da Vila, que em anos passados nem bandeiramento precisava, vem nos últimos anos sentindo a necessidade de seu uso. E no segundo fim de semana de maio, os surfistas não perderam primeiro swell, ainda sem tainha.

Em Itapirubá, a comunidade de pescadores, surfistas e moradores, se juntaram para devolver ao mar uma dezena de tartarugas que acabaram presas na rede de pesca durante um lanço. Um vídeo circula nas redes sociais com o fato.

Em Florianópolis a ‘parceria’ antiga e os direitos de ambos respeitados

Em reportagem feita pelo programa Balanço Geral, da ND TV SC, feita pelo experiente Marcelo Mancha, a vontade de dividir ondas e tradições já vem de longe. Ataíde Silva, antigo surfista praia do Campeche, e um dos que mais lutou pelo entendimento da tradição por lá, conta uma parte da história. E vem de longe a busca pelo diálogo.

Com o passar dos anos, outras praias entram neste roll de união pelo bem comum. Pescadores hoje entendem que não lidam apenas com jovens largados nas praias, e surfistas transmitem a importância de uma tradição, e os dois, até economicamente falando, convergem positivamente.

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