Surfemais brinda internautas com história dos primeiros surfistas de Imbituba SC

A primeira Live do Surfemais, aconteceu neste domingo (17), e retratou a aventura de um grupo de amigos em Imbituba, Santa Catarina, que a partir de 1964 fabricaram três pranchas de madeira maciça e se aventuraram nas praias da cidade. A Live teve a participação surpresa de dois ícones do surf brasileiro, Reinaldo ‘Dragão’ Andraus e Tito Rosemberg que ficaram impressionados com relatos dos imbitubenses

O início de um novo projeto de lives, transformou a rotina no site Surfemais. Após as duas primeiras lives feitas para Instagram, em que foram entrevistados dois grupos em Imbituba e Garopaba, o Vila Eco Surf e as Mães de Garopaba, abriram caminho para outros tópicos voltados para o esporte e seu envolvimento.

A ‘Máfia: Os primeiros surfistas de Imbituba (SC)

Tadeu Cardoso, José Henrique Costa e Cesar Francisco. Três dos integrantes da ‘Máfia’.

Imbituba se tornou nas últimas décadas uma das principais surf cities do país. Os principais eventos que ocorreram Brasil afora, realizaram diversas paradas, principalmente, na praia da Vila. E desde os anos 60 e 70, uma legião de aventureiros também veio atrás do paraíso de ondas recém descoberto naquela época, e desde então muita história é contada.

Até então, era dado como certo, até mesmo pela imprensa ligada ao surf, que os primeiros surfistas a desfrutarem das ondas de Imbituba na década de 60, eram gaúchos, cariocas e paulistas. Relatos antigos confirmam isso, e não há como refutar estas informações.

Mesmo assim, entre os surfistas locais da cidade, durante um bom tempo, uma história era contada sobre um grupo de amigos que, em meados da década de 60, se divertiam com suas grandes e pesadas pranchas de madeira. Após alguns anos em busca de informações, conseguimos localizar e reunir alguns integrantes destra ‘tropa’ de amigos, chamada por eles mesmo, de ‘Máfia’.

Época com pouca tecnologia e muita vontade e disposição

Com a presença de Reinaldo ‘Dragão’ Andraus na Live do Surfemais, os relatos dos imbitubenses começam a fazer do livro ‘A Grande História do Surf Brasileiro’.

Alguns dos amigos e integrantes da ‘Máfia’, José Henrique Costa, ou Lilico, Cesar Francisco, conhecido como Zoca, e Tadeu Cardoso, contam na live do Surfemais, que pouco se sabia de pranchas de surf há época. Por vezes, Cesar havia visto em algum lugar, no início da década de 60, uma grande e pesada prancha de madeira, e resolveu mandar fabricar em uma marcenaria em Tubarão, logo três pranchas do tipo.

De meados da década de 60 até seu final, em um período que muitos moleques aguardavam na beira da praia os surfistas que apareciam em Imbituba, perderem suas pranchas para se divertirem até seus donos aparecerem, a ‘Máfia’ inovou e entraram para a história do surf imbitubense, ao se tornarem os primeiros surfistas da cidade.

Nessa live, eles contam que a brincadeira de surfar deitado, durou até o ano de 65 ou 66, quando Lilico, o mais novo e recém incluso no grupo, ficou em pé pela primeira vez sobre a pesada prancha de madeira. Rico em detalhes, o depoimento dos imbitubenses é marcante, e entra para a história do surf de Imbituba.

Tito Rosemberg e Reinaldo Andraus: Convidados surpresas se surpreendem com os relatos

Tito Rosemberg, um dos maiores ícones do surf brasileiro, cosiderou o feito dos imbitubenses, um ato de extremo pioneirismo.

A convite do Surfemais, Reinaldo ‘Dragão’ Andraus, que nas últimas décadas trabalhou nas revistas Almasurf, Fluir e Hardcore, três das principais publicações de surf no Brasil, e Tito Rosemberg, considerado um ícone do surf brasileiro e internacional, se disseram impressionados com os relatos apresentados pelos três convidados.

Para Reinaldo, que há alguns anos vem levantando uma quantidades enorme de informações em todo litoral Brasileiro para seu livro, ‘A Grande História do Surf Brasileiro‘, e em breve estará em Imbituba, o relato dos imbitubenses “será citado no livro, pelo pioneirismo, bem como dos gaúchos e cariocas, são relatos mutio importantes”.

Tito Rosemberg, hoje com 73 anos de idade, começou a surfar em 1962, trabalhou em várias fábricas de pranchas de surf pelo mundo, se disse impressionado com a hitória sobre as pranchas dos imbitubenses e, segundo ele, “São verdadeiros pioneiros do surf no Brasil, em 64, 65, numa época em que a gente achava que não tinha mais ninguém pegando onda, a não ser em São Paulo ou no Rio, mas, eles já estavam aí em Imbituba fazendo parte da história do surf no Brasil“.

Todo o conteúdo dessa Live do Surfemais, pode ser visto logo abiaxo, com esses relatos destacados, e muito mais informação e história que envolvem verdadeiros piotneiros do surf imbitubense, catarinense e brasileiro.

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