20 de junho de 2024

Filipe, Medina e Yago estão nas quartas de final do Corona Open J-Bay na África do Sul

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Filipe Toledo já garantiu classificação pro Rip Curl WSL Finals e Yago Dora e Gabriel Medina brigam por vaga entre os top-5. 22 baterias foram disputadas nas boas ondas desta terça-feira e a chamada da quarta-feira às 7h15, 2h15 da madruga no Brasil

Filipe Toledo é o primeiro a garantir vaga entre os top-5 do ranking masculino. Foto: @WSL/Beatriz Ryder

O atual campeão mundial, Filipe Toledo, foi o primeiro a garantir classificação para decidir o título de 2023 no Rip Curl WSL Finals. O líder do ranking confirmou seu nome quando passou para as quartas de final do Corona Open J-Bay, nas boas ondas de 4-6 pés com séries de até 8 pés da terça-feira em Jeffreys Bay. O tricampeão mundial Gabriel Medina e Yago Dora ainda brigam por vagas no grupo dos top-5 e também seguem na disputa do título da etapa sul-africana do World Surf League (WSL) Championship Tour (CT). 

A primeira chamada para as quartas de final foi marcada para as 7h15 da terça-feira em Eastern Cape, 2h15 da madrugada no Brasil, com o último dia sendo transmitido ao vivo pelo SporTV e pelo WorldSurfLeague.com. Gabriel Medina está na primeira bateria com o havaiano Ian Gentil. Filipe Toledo defende a liderança do ranking na terceira, contra o australiano Jack Robinson. E Yago Dora disputa a última vaga para as semifinais com o japonês Kanoa Igarashi.

A primeira classificação foi conquistada pelo camisa 10 da seleção brasileira, Gabriel Medina. Em 2019, o tricampeão mundial ganhou o título do Corona Open J-Bay, quebrando um tabu de 35 anos sem vitórias de um goofy footer surfando de backside as direitas de Jeffreys Bay. A única tinha sido a do australiano Mark Occhilupo em 1984. Medina venceu a final brasileira contra Italo Ferreira depois de um bicampeonato consecutivo de Filipe Toledo em 2017 e 2018. Depois da vitória em 2019, ele só voltou a competir em J-Bay esse ano. 

Gabriel Medina foi o primeiro brasileiro a se classificar para as quartas de final. Foto @WSL/Beatriz Ryder

Na terça-feira, foi utilizado o sistema “overlapping heats”, com duas baterias sendo disputadas simultaneamente. Só assim foi possível realizar 22 baterias para definir as quartas de final das duas categorias. O dia começou com as duas que restavam para fechar a primeira fase feminina. Depois, rolaram as quatro da repescagem das mulheres, as oito da repescagem masculina e as oitavas de final dos homens, que fecharam o show de surfe na terça-feira.

Gabriel Medina travou uma batalha quase onda a onda com o australiano Ryan Callinan. O tricampeão mundial mostrou a potência do seu backside, atacando forte com batidas e rasgadas executadas com muita pressão, para largar na frente com nota 7,83. Ryan respondeu com 6,33, 7,10 e 7,33 nas primeiras que surfou, mas Medina reassumiu a ponta com 8,23. O australiano ficou precisando de 8,73 e detonou uma onda com pancadas verticais abrindo grandes leques de água, mas a nota saiu 8,70. Medina ainda pega outra onda boa e consegue sua maior nota também, 8,60, que confirma a vaga nas quartas de final por 16,83 a 16,03. 

“As ondas estão incríveis hoje (terça-feira) e está sendo um dia ótimo para competir”, destacou Gabriel Medina“Mesmo assim, é necessário escolher bem as ondas, com paredes mais longas para fazer mais manobras. Estou feliz que deu tudo certo, porque quero continuar passando as baterias, para ter mais oportunidades de surfar essas ondas só com mais uma pessoa na água. Eu já conheço o sabor da vitória aqui e tem um gosto ótimo, é muito saborosa (risos), então quero sentir isso novamente”.

Gabriel Medina vibrando após a onda que confirmou a vitória na bateria. Foto: @WSL/Beatriz Ryder

O próximo adversário de Gabriel Medina é Ian Gentil, filho de pais brasileiros que desde criança mora no Havaí. Ele ganhou duas baterias na terça-feira. Na repescagem, passou pelo campeão mundial Italo Ferreira, que abandonou a disputa depois de fazer um floater gigante e torcer o joelho quando seu pé de trás escorregou na finalização da manobra. Ele saiu carregado da praia ainda liderando a bateria, mas Ian Gentil conseguiu a classificação e depois despachou o vice-líder do ranking, Griffin Colapinto, na abertura das oitavas de final.

Medina ainda tenta entrar no grupo dos top-5 do ranking, que vai disputar o título mundial da temporada no Rip Curl WSL Finals. Ele ocupa a sétima posição e dois brasileiros estão fechando os top-5 no momento, João Chianca em quarto lugar e Yago Dora em quinto. A situação ficou mais favorável com a eliminação do sexto colocado, John John Florence, na onda surfada no último minuto por Connor O´Leary. O australiano conseguiu uma nota 8,70 para ganhar de virada, por 17,47 a 17,23 pontos, a bateria liderada desde o início pelo havaiano.

Top 5 garantido: Filipe Toleto conquista seu primeiro objetivo em 2023

Foi um dos confrontos mais espetaculares do dia e Filipe Toledo também deu um show na disputa seguinte, aumentando este maior placar das oitavas de final para 17,56 pontos. O atual campeão mundial conseguiu nesta bateria, a maior nota do Corona Open J-Bay esse ano, 9,63, variando cada ataque de frontside nas direitas de Jeffrey Bays, com seu incrível arsenal de manobras modernas e progressivas. Filipe não deu qualquer chance para o indonésio Rio Waida e já garantiu classificação para o Rip Curl WSL Finals por antecipação, com a passagem para as quartas de final na terça-feira.

Filipe Toledo vibrando ao receber a notícia da sua vaga garantida nos top-5. Foto: @WSL/Beatriz Ryder.

“Eu estava muito ansioso para ouvir essa notícia (risos). É o resultado de muito trabalho, de sacrifício com longas viagens de avião e muitos gastos, então é gratificante saber que não foi em vão”, vibrou Filipe Toledo“Estou muito feliz e agradeço a WSL por realizar eventos incríveis. J-Bay é um lugar especial para mim, é a minha etapa preferida e foi difícil ficar vendo essas ondas perfeitas o dia todo, porque minha bateria era só agora a tarde. Eu consegui surfar bem, usar a minha estratégia e quero conquistar mais um bom resultado aqui”.

Quando acabou a bateria do Filipe Toledo, foi iniciada a do João Chianca. Infelizmente, essa foi mais fraca de ondas e Chumbinho só conseguiu surfar duas durante os 46 minutos do confronto com o japonês Kanoa Igarashi. O brasileiro perdeu por 13,74 a 12,67 pontos, mas ninguém pode lhe tirar a quarta posição no ranking no Corona Open J-Bay. Nem mesmo o quinto colocado, Yago Dora, que despachou o havaiano Barron Mamiya por 14,00 a 11,03 no duelo que fechou a terça-feira na África do Sul.

Yago Dora fechou a terça-feira com vitória brasileira na África do Sul. Foto: @WSL/Alan Van Gysen

Derrotas brasileiras: Brasileiros ameaçados de ficaram fora de Trestles

João Chianca terminou em nono lugar no Corona Open J-Bay, marcando 3.320 pontos no ranking. A seleção brasileira já havia sofrido três eliminações antes dessa do Chumbinho. O dia começou com a defensora do título em Jeffreys Bay, Tatiana Weston-Webb, perdendo por pouco para a vice-campeã na final com a brasileira no ano passado, 14,90 a 14,36 pontos. Na repescagem, Tatiana chegou a tirar a maior nota da bateria, 8,00, mas já era tarde e a octacampeã mundial, Stephanie Gilmore, ganhou a última vaga para as quartas de final, por 14,37 a 12,40 pontos.

Outros dois brasileiros também não conseguiram vencer nenhuma bateria em Jeffreys Bay esse ano. O primeiro a terminar em 17.o lugar no Corona Open J-Bay foi Caio Ibelli. Ele surfdou bem, mas perdeu por 17,50 a 15,03 para o sul-africano Jordy Smith, bicampeão desta etapa em 2010 e 2011. No confronto seguinte, o campeão mundial Italo Ferreira estava vencendo a bateria por 13,47 pontos, até torcer o joelho quando desceu de um floater gigante. Ele teve que ser retirado pelo jet-ski e o havaiano Ian Gentil acabou conseguindo a vitória por 14,70. Italo foi levado para ser examinado no hospital e espera poder competir na última etapa.

Italo Ferreira infelizmente se contundiu e teve que abandonar sua bateria. Foto: @WSL/Beatriz Ryder.

Destaque feminino: Caroline Marks é o destaque

Na competição feminina, o destaque do dia foi a norte-americana Caroline Marks. Ela fez os recordes do Corona Open J-Bay na vitória sobre a octacampeã mundial Stephanie Gilmore e Bettylou Sakura Johnson, na bateria que fechou a primeira fase. Foi a segunda melhor apresentação do ano no WSL Championship Tour 2023, com a nota 9,63 e os 17,80 pontos que totalizou, só ficando abaixo do 9,67 e os 18,00 pontos que a pentacampeã mundial, Carissa Moore, conseguiu no Surf Ranch Pro.

Caroline Marks vai fazer um duelo norte-americano com Lakey Peterson na segunda bateria das quartas de final. Ela ocupa a terceira posição no ranking e praticamente confirmou seu nome entre as top-5 que vão disputar o título mundial no Rip Curl WSL Finals. As líderes, Carissa Moore e Tyler Wright, já garantiram as suas vagas. Tyler vai abrir as quartas de final enfrentando a havaiana Gabriela Bryan e Carissa está na terceira bateria com a sul-africana Sarah Baum. A última será 100% australiana, entre Stephanie Gilmore e Molly Picklum.

Caroline Marks fez a melhor apresentação feminina no Corona Open J-Bay 2023. Foto: @WSL/Alan Van Gysen.

QUARTAS DE FINAL DO CORONA OPEN J-BAY:

CATEGORIA MASCULINA – 5.o lugar com US$ 20.000 e 4.745 pontos:
1.a: Gabriel Medina (BRA) x Ian Gentil (HAV)
2.a: Ethan Ewing (AUS) x Connor O´Leary (AUS)
3.a: Filipe Toledo (BRA) x Jack Robinson (AUS)
4.a: Yago Dora (BRA) x Kanoa Igarashi (JPN) 

CATEGORIA FEMININA – 5.o lugar com US$ 20.000 e 4.745 pontos:
1.a: Tyler Wright (AUS) x Gabriela Bryan (HAV)
2.a: Caroline Marks (EUA) x Lakey Peterson (EUA)
3.a: Carissa Moore (HAV) x Sarah Baum (AFR)
4.a: Molly Picklum (AUS) x Stephanie Gilmore (AUS)

Fonte: João Carvalho – WSL Latin America Media Manager

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