3 de março de 2024

Luciano Burin e equipe são premiados em SC

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Documentários de produtor e diretor de filmes, como A Pedra e o Farol e Pegadas Salgadas, da Scult Filmes é premiado em Santa Catarina

Luciano Burin recebendo os prêmios na Assembléia Legislativa de SC. Foto: Arquivo Pessoal

Os documentários da Scult Filmes: “A Pedra e o Farol” (2016) e “Pegadas Salgadas” (2012) foram premiados respectivamente com a primeira e segunda colocação no concurso de obras audiovisuais catarinenses promovido pela TVAL, canal de televisão da Assembléia Legislativa de Santa Catarina.

Além do prêmio em dinheiro e a oportunidade de exibir os filmes em tv aberta e a cabo para o público catarinense ao longo dos próximos dois anos, o concurso promovido em comemoração dos 20 anos da TVAL representa um significativo reconhecimento do governo estadual sobre a importância cultural e social da produção artistica realizada em Santa Catarina – em meio a um cenário nacional pautado por uma ignorante e nefasta perseguição à produção artística.

Assim, receber este prêmio ao lado de colegas que se dedicam à produção audiovisual em Santa Catarina foi um verdadeiro alento e um estímulo a seguir produzindo e enfrentando as muitas adversidades, como foi o caso do processo de produção destas minhas duas obras premiadas“, disse Luciano Burin, principal protagonistas das obras.

Fica aqui o meu agradecimento a todos que acreditaram, participaram e apoiaram estes dois documentários, que seguem rendendo lindos frutos“, finalizou Burin..

Sobre o filme Pegadas Salgadas

‘Após algumas exibições em festivais de cinema e no Canal OFF desde o lançamento oficial em 2012, o premiado documentário Pegadas Salgadas para visualização na internet.

A longa-metragem de alto nível do talentoso diretor Luciano Burin registra a marca deixada pela cultura do surf em Florianópolis nas últimas décadas, enriquecido com 25 depoimentos de personagens que construiram suas vidas em torno do esporte na ilha de Santa Catarina. O filme foi produzido com recursos do edital de cinema de Santa Catarina, mas como não foi possível investir em um lançamento em DVD, Burin fez o favor aos amantes das raízes do surf no país e divulgou na íntegra. 

O direto ainda está em busca de parcerias com canais de televisão para transformar “Pegadas Salgadas” em uma série televisiva semanal, o que permitiria aprofundar os temas abordados no documentário.

Ficha técnica

Direção, roteiro e produção: Luciano Burin
Imagens: Antonio Zanella, Rafael Ribeiro, Marcos D’Elboux, Fabio Siebert e Luciano Burin
Som direto: Fabio Siebert
Montagem e edição: Luciano Burin e Marcos BG
Arte e color: Marcos BG
Edição de som: Leonardo Gomes
Imagens adicionais: Lars Kreuger, Flávio Vidigal, Fábio Gouveia e José Manoel Pereira Nunes
Pesquisa de roteiro: Pedro Kuhnen 
Consultor de Fotografia: Marx Vamerlatti
Produção Executiva e Finalização: Tiago Santos
Trilha Sonora original: Guilherme Vieira da SilvaArtistas convidados: ART Project, Tijuquera e ManeCabral’
Revista Hardcore

Sobre A Pedra e o Farol

https://www.youtube.com/watch?v=GYhBtnX3eyU&t=34s

Depois de três anos em produção, documentário A Pedra e o Farol, com direção e roteiro de Luciano Burin, tem estréia marcada para esta quinta feira no histórico Cine Teatro Mussi, em Laguna (SC), a partir da 20 horas.

por Eduardo Rosa, 09/08/2016 no site Almasurf

A Pedra e o Farol é um documentário da Scult Filmes que mostra a íntima relação entre o Farol de Santa Marta e a Pedra do Campo Bom, mais conhecida como Laje da Jagua, estabelecendo o seu decisivo papel histórico e cultural no desenvolvimento da região costeira de Laguna e Jaguaruna, no sul de Santa Catarina, que reúnem paisagens de beleza singular no litoral brasileiro.

Sobre a relação entre a Pedra do Campo Bom e o Farol de Santa Marta, Luciano conta como surgiu a idéia de fazer o filme: “Passo os meus verões na praia de Jaguaruna, no sul de Santa Catarina, desde que nasci então a distante espuma branca da onda da Pedra do Campo Bom (hoje conhecida como Laje da Jagua) sempre esteve presente do meu imaginário de surfista”.

Há alguns anos, Luciano tomou conhecimento de que o Farol de Santa Marta tinha um mecanismo de emissão de um feixe de luz vermelha para orientar os navegadores a desviarem da rota de colisão com a laje, que fica a cerca de 20 quilômetros de distância do farol e a 5 quilômetros em alto mar da praia de Jaguaruna. Apesar disso, “as perigosas e desprotegidas águas da região ao sul do farol, continuaram por muitas décadas a vitimar diversas embarcações que naufragaram ou encalharam nesta faixa de litoral” comenta Burin.

O ponto de ligação entre os vários temas e personagens do filme é a percepção de que as coisas só passam a ter significado quando damos algum valor a elas, seja registrando momentos em fotografias, valorizando uma construção antiga ou lutando pela preservação de um ambiente natural”, observa Luciano.

A “Pedra e o Farol” foi realizado com o apoio da empresa GAM através da Lei Federal de Incentivo a Cultura e também tem programadas exibições confirmadas em Florianópolis nos dias 19 e 21 de agosto, no cinema do CIC, além de exibições para escolas.

https://www.youtube.com/watch?v=sSIoUnJqAEk

Confira abaixo entrevista de Luciano Burin ao Blog Surfemais.

Surfemais: Como surgiu a ideia em fazer o filme?

Luciano Burin: Percebi que muito pouca gente conhecia esta história e impulsionado pela existência de um rico acervo de fotografias destes naufrágios capturadas entre os anos 40 e 70 pelo único fotografo da região, o Sr. Gentil Reynaldo, decidi resgatar um pouco da história da ocupação desta faixa de litoral entre o Farol e a Pedra do Campo Bom, onde o surfe acaba tendo um papel decisivo no desenvolvimento social e turístico das praias do Cabo de Santa Marta e na transformação da Laje da Jagua numa referência no universo do surfe de ondas grandes na última década.

SF: Fale um pouco da produção e do empenho em montar o roteiro para o filme?

LB: O roteiro deste filme partiu de uma ideia antiga que formatei para um edital de cinema ainda em 2009. Sempre quis filmar um documentário baseado nas paisagens que marcaram a minha infância nos veraneios na Paria de Jaguaruna e no Farol de Santa Marta. A ideia era fazer algo bem poético em termos de fotografia e som, sem abrir mão de discutir temas relevantes dentro das comunidades retratadas.

Só consegui começar a produzir pra valer em 2014 com um orçamento bem enxuto, então tive que acumular várias funções e fiquei dois anos filmando e editando com a ajuda de uma equipe reduzida, mas muito talentosa.

No fim das contas, como em todo bom processo de produção, o filme foi ganhando vida própria, reuniu dezenas de depoimentos e, mesmo com um orçamento muito limitado e um cronograma que se estendeu por muito mais tempo do que o desejado, acho que consegui prestar a minha contribuição no sentido de registrar a história da região e fomentar questionamentos importantes para o futuro deste pedaço de litoral.

SF: Esta foi sua primeira produção lançada no sul do estado?

LB: Sim, é a primeira vez que vou exibir um filme no sul do estado. Lançar um filme independente de baixo orçamento é sempre um desafio, pois se você não tem o apoio de uma distribuidora e uma verba forte de lançamento é virtualmente impossível encontrar espaço em salas comerciais de cinema, então você ficando restrito aos pequenos cineclubes ou exibições em locais alternativos.

Em Jaguaruna, por exemplo, que é uma das locações principais do filme junto com Laguna, não existe uma sala de cinema de verdade, então estou buscando algum espaço alternativo como o auditório da Camara de Vereadores da cidade.

Neste sentido, esta parceria com o SESC Laguna que administra o Cine Mussi na cidade foi valiosa, pois trata-se de um antigo cinema que foi restaurado, oferecendo um ambiente muito bonito e confortável para a exibição do filme com alta qualidade acústica.

Vamos estender esta parceria para exibições especiais para escolas e vou atrás para exibir este documentário no maior número de locais possíveis na região, pois o filme certamente terá uma ressonância maior com as pessoas que vivem e conhecem as paisagens que aparecem na tela.

SF: Além de Fábio Gouveia, quais outros personagens entram nessa história e por que?

LB: Apesar de não ser propriamente um filme de surfe no sentido clássico do termo, tinha a ideia de poder contar com um conteúdo legal de performance de surfistas nas ondas do farol. No âmbito do surfe, tem a turma que surfa regularmente a Laje da Jagua, como o Thiago Jacaré, André Paulista, Fabiano Tissot, Marquito Moraes, João Capilé, além do Carlos Burle e Rodrigo Resende, que foi o primeiro surfista a pegar esta onda – junto com o falecido Zeca Sheffer. Fora isso, a lista de personagens inclui pescadores locais do farol, historiadores, comandantes da marinha, oceanógrafos, fotógrafos, ambientalistas, entre outros, que contribuem para explicar as características da região e contar um pouco a sua história de uma forma bem abrangente.

Direção e Roteiro: Luciano Burin
Montagem e Edição: Luciano Burin e Marcos BG
Cinegrafistas: Antonio Zanella, David Mendonça, Guilherme Reynaldo, Luciano Burin, Marcos BG, Marcos Vinicius DElboux, Pietro Franca, Rafael Ribeiro.
Desenho de Som: Leonardo Costa Gomes, Luciano Burin e Marcos BG
Edição e Mixagem de Som: Leonardo Gomes
Som Direto: Luciano Burin
Trilha sonora original: Guilherme Vieira da Silva, Lucas Garcindo, Luciano Burin, Manuel Cabral
Tratamento de Imagens e Color: Marcos BG Assistente de
Direção: Marcos BG
Assistentes de Produção: Guilherme Reynaldo, Marcos BG, Luis Henrique Tavares
Consultoria Administrativa / Minc: Marcos Braga – Art Prime
Produção Executiva: Luciano Burin e Tiago Naccari

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