2 de março de 2024

Medina e Filipe estreiam com vitórias na França

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O bicampeão mundial Gabriel Medina e Filipe Toledo foram os únicos concorrentes a liderança do ranking na nona etapa do World Surf League Championship Tour, que estrearam com vitórias no Quiksilver Pro France

Medina voando alto em Hossegor. Foto: Laurent Masurel/WSL

O sul-africano Jordy Smith também passou direto para a terceira fase em segundo lugar na sua bateria, mas o californiano Kolohe Andino foi mandado para a repescagem pelo catarinense Yago Dora na dele. Além de Medina e Filipe, Italo Ferreira e Peterson Crisanto também venceram suas primeiras baterias nas ondas de 3-5 pés da quinta-feira na praia Les Culs Nus, em Hossegor. Já Yago,

Willian Cardoso, Michael Rodrigues e Jessé Mendes, avançaram em segundo lugar nas suas. Os outros três brasileiros terão que tentar a segunda chance de classificação para a terceira fase na repescagem, já anunciada para o sábado as 9h00 na França, 4h00 da madrugada no Brasil. Sexta-feira é day-off!

Medina reestreia a lycra amarela

Gabriel Medina matou a vontade de surfar de frontside em raras esquerdas nas etapas do CT. Ele voltou a competir com a lycra amarela do Jeep Leaderboard, que nesse ano só usou na abertura da temporada, quando a passou para o potiguar Italo Ferreira, campeão na Gold Coast, Austrália.

Ele construiu uma boa vantagem com a nota 7,00 numa onda que surfou um tubo e manobrou forte até o fim. Depois, começou a arriscar os aéreos e acertou um “reverse” muito alto que valeu 7,40 para vencer por 14,40 pontos, maior placar do dia até ali.

O cearense Michael Rodrigues estreou junto com o bicampeão mundial e surfou sua melhor onda nas direitas de Les Culs Nus. Ele somou a nota 6,20 dessa onda com a 5,67 que já havia recebido, para ganhar a disputa pela segunda vaga direta para a terceira fase por 11,87 a 11,04 pontos de Marco Mignot, um dos franceses convidados para o Quiksilver Pro France.

Essa foi a única dobradinha brasileira vencedora da quinta-feira em Hossegor, onde Medina já conquistou três vitórias, a primeira da sua carreira em sua estreia no CT em 2011, repetindo o feito em 2015 e em 2017, além de ter sido vice-campeão em 2013 e 2016.

“Estou feliz por chegar aqui na França como líder do ranking, mas sei que tenho muita coisa a fazer ainda”, disse Gabriel Medina, logo após sair do mar em Les Culs Nus. “Estou feliz por estar aqui de novo, porque é uma onda que eu gosto bastante. Foi bom vencer bem minha primeira bateria e quero tentar mais um bom resultado aqui para continuar pontuando no ranking. Obrigado a todos que estão torcendo por mim e vamos com tudo para a próxima”.

Medina foi o último dos quatro surfistas com chances matemáticas de brigar pela liderança do ranking no Quiksilver Pro France, a competir na quinta-feira de boas ondas em Les Culs Nus. O primeiro foi o quarto colocado, Kolohe Andino, no terceiro confronto do dia. Foi uma das baterias mais disputadas da primeira fase. O californiano chegou a tirar a maior nota da bateria, 8,33, mas Yago Dora completou um aéreo “reverse full rotation” de frontside numa direita que valeu nota 8,00, a maior entre os brasileiros.

Toledo abusa do inovador e progressivo

Filipe Toledo. Foto: Laurent Masurel/WSL

Já Filipe Toledo usou bem sua variedade de manobras inovadoras e progressivas nas esquerdas de Les Culs Nus, para derrotar dois franceses por 12,63 pontos. Na briga pela outra vaga da bateria, Joan Duru superou Marc Lacomare por 10,60 a 9,74. Só que, lamentavelmente, Filipe voltou a sentir as dores nas costas durante a bateria.

“É muito chato isso, especialmente depois de trabalhar durante uma semana inteira sem qualquer dor”, disse Filipe Toledo. “Depois de fazer um freesurf (treino) ontem (quarta-feira), acordei essa manhã um pouco dolorido, mas fui lá fora e tentei fazer o meu melhor na bateria. Infelizmente, na minha primeira onda, senti mais dor, então vou ver com os médicos o que está acontecendo, porque não é normal”.

Italo Ferreira. Foto Laurent Masurel WSL

Deivid ficou em último na terceira bateria com participação dupla do Brasil na primeira fase. Foi a penúltima e nessa quem brilhou foi o paranaense Peterson Crisanto com uma incrível variedade de aéreos. Numa direita, acertou o difícil “slob air reverse” que valeu 7,17. Depois, mandou um “alley oop” numa esquerda para conquistar a quarta e última vitória brasileira do primeiro dia por 13,84 pontos. Deivid quase completa a dobradinha, mas a nota 6,00 da sua última onda apenas empatou com os 11,67 pontos de Ryan Callinan. O australiano ficou com a classificação por ter somado uma nota maior, 6,27, em sua melhor onda.

Outros dois brasileiros avançaram em segundo lugar nas suas baterias, além de Yago Dora e de Michael Rodrigues na dobradinha com Gabriel Medina. O catarinense Willian Cardoso fez 13,34 pontos na disputa que o australiano Owen Wright fez o maior placar do dia, 15,10. E o paulista Jessé Mendes impediu uma dobradinha norte-americana na nona bateria, superando Conner Coffin por 11,67 a 9,94 na vitória do favorito, Kelly Slater, por 13,84 pontos. Já o potiguar Jadson André, perdeu por um décimo, 9,57 a 9,47, para Adrian Buchan na bateria vencida pelo defensor do título do Quiksilver Pro France, Julian Wilson, por 11,44 pontos.

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